Você É Mais Sábio, Mais Inteligente, Mais Espiritual, Melhor Treinado Ou Mais Humilde?
Escrito por Dr. Leighton Flowers.
Esta é tipicamente uma das primeiras perguntas que um calvinista fará a um não calvinista ao tentar convencê-lo de sua doutrina. De fato, quando eu era calvinista, usava esse argumento com mais frequência do que qualquer outro, e ele era bastante eficaz. No entanto, passei a crer que há pelo menos cinco problemas significativos com essa linha de argumentação:
1) O CALVINISMO É NA VERDADE O Único SISTEMA QUE ENSINA QUE O CRENTE É “MELHOR” OU “MAIS CAPAZ” DO QUE AQUELE QUE RECUSOU CRER:
No calvinismo, Deus torna algumas pessoas (os eleitos) “mais inteligentes” (ou perspicazes, ou capazes de compreender a verdade), mais humildes e privilegiadas por uma obra de graça regeneradora irresistível. Portanto, no calvinismo, os que creem realmente são “melhores” ou “mais capazes”, razão pela qual podem crer no evangelho enquanto os demais não podem (por razões além do seu controle). É verdade que, no calvinismo, essa graça regeneradora é concedida incondicionalmente e de nenhuma forma merecida pelos eleitos, mas isso não muda o fato de que, ao ser regenerado, o eleito se torna “melhor” (mais capaz, com uma natureza/coração novo e melhor) do que seu semelhante não crente.
No Provisionismo (Tradicionalismo), todas as pessoas possuem a perspicácia necessária e a capacidade moral para responder voluntariamente ao apelo de Deus. Assim, todos estão verdadeiramente “sem desculpa” porque cada um possui tudo o que precisa para crer em Deus. Isso se deve ao fato de que todos foram criados à Sua imagem num mundo onde Sua verdade é abundantemente clara e crivél (Rm 1). No Provisionismo, ninguém pode recorrer à desculpa de que Deus não o tornou moralmente capaz de responder positivamente aos Seus próprios apelos, nem suficientemente perspicaz para compreender e aceitar uma verdade claramente enunciada — como pode acontecer no calvinismo. No Provisionismo, a Queda não torna a humanidade moralmente incapaz de aceitar os apelos de Deus para ser reconciliada com essa mesma Queda. Nós não cremos que isso tenha sido estabelecido biblicamente.
Esse argumento calvinista pode soar piedoso porque tenta dar todo o crédito a Deus por todas as coisas boas, mas ao fazê-lo, inadvertidamente também atribui a Deus toda a culpa pelo mal e remove qualquer sinal real de responsabilidade humana pela descroença.
Os descrentes não podem legitimamente dizer: “Eu não pude crer porque Deus me negou Sua providência, amor e graça. Estava fora do meu controle porque nasci rejeitado pelo meu Criador e numa condição em que só podia odiar e rejeitar os próprios apelos de Deus.” Não! Os descrentes estão sem desculpa como pecadores culpáveis porque rejeitam livremente o amoroso e gracioso apelo de Deus à reconciliação. Eles perecem porque recusaram amar a verdade para serem salvos (2 Ts 2.10), e poderiam ter agido de outra forma.
O Provisionismo dá a Deus todo o crédito por Sua providência, ao mesmo tempo em que mantém a responsabilidade humana de aceitar ou rejeitar essa providência. Afinal, desde quando um dom precisa ser concedido de forma eficaz para que o doador receba todo o crédito por tê-lo dado?
2) UMA DECISÃO DE DEPOSITAR CONFIANÇA NO MÉRITO DE OUTRO PARA A SALVAÇÃO NÃO MERECE, EM SI MESMA, A SALVAÇÃO:
Qual é a motivação subjacente para fazer a pergunta “Por que você e não outro?” A implicação parece ser que aquele que toma a decisão libertária livre de aceitar o apelo do evangelho está merecendo (ou sendo mais digno d)a salvação. Como se a decisão de se arrepender de alguma forma ganhasse ou merecesse o perdão.
Pense desta forma: O filho pôdigo ganhou, mereceu ou de alguma forma foi digno da recepção de seu pai por ter humildemente voltado para casa? Claro que não. Ele merecia ser punido, não recompensado. A aceitação do pai foi uma escolha apenas do pai e foi TODO DE GRAÇA. O pai não precisava perdoar, restaurar e fazer uma festa para seu filho com base no fato de que ele escolheu voltar para casa. Essa foi a escolha do pai sozinho.
Deve-se notar também que humilhação e contrição não são consideradas “melhores” ou “dignas de louvor”, e certamente não são inerentemente valiosas. Na verdade, poder-se-ia argumentar que foi fraqueza e pena do filho voltar para casa e implorar ao seu pai por um emprego em vez de sair do chiqueiro por conta própria. A única coisa que torna essa qualidade “desejável” é que Deus escolheu agraciar os que se humilham, algo que Ele não está de modo algum obrigado a fazer (Is 66.2). Deus dá graça aos humildes não porque uma resposta humilde merece a salvação, mas porque Ele é gracioso.
Os calvinistas frequentemente confundem a escolha do homem de confessar com a escolha de Deus de perdoar, rotulando tudo como “salvação”. Eles então argumentam convincentemente que Deus é “soberano sobre a salvação”, o que na verdade significa “Deus tem tanto controle sobre Sua própria escolha de perdoar quanto sobre a escolha do homem de confessar pela fé”. É difícil argumentar com alguém que defende que Deus está “em controle da salvação” e é “Aquele que recebe todo o crédito pela salvação”, mas essa dificuldade só existe devido à conflação entre a responsabilidade do homem de crer/confessar e a escolha graciosa de Deus de salvar a quem quer que o faça. Claro que a Salvação é toda de Deus, mas isso é distinto da responsabilidade do homem de humildemente confiar nEle para a salvação.
TODOS AFIRMAMOS QUE A SALVAÇÃO PERTENCE AO SENHOR, MAS ISSO NÃO SIGNIFICA QUE O PECADO E A RESPONSABILIDADE DE SE ARREPENDER DO PECADO NÃO PERTENCEM AO PECADOR.
3) FALÁCIA DE PETIÇÃO DE PRINCÍPIO:
A pergunta acima equivale a perguntar: “O que determinou a resposta de você e a de seu amigo?”, como se algo ou alguém além dos próprios agentes responsáveis tivesse feito essa determinação. A pergunta presume que o determinismo é verdadeiro e que o livre-arbítrio libertário (autodeterminação) não é possível, o que é uma petção de princípio clássica.
Creio que a causa de uma escolha é o escolhedor (ou a causa de uma determinação é o determinador) e aceito o mistério associado ao funcionamento desse livre-arbítrio ao fazer suas próprias determinações. Ora, os calvinistas frequentemente contestam meu apelo ao mistério neste ponto como se fosse uma fraqueza exclusiva da minha visão libertária. Trata-se, porém, de um argumento muito simplista, como ficará abundantemente claro no próximo ponto.
4) OS CALVINISTAS, EM ÚLTIMA ANÁLISE, RECORREM AO MESMO MISTÉRIO:
Embora o calvinista possa sentir que leva “vantagem” ao perguntar sobre o “fator decisivo” na escolha do homem de rejeitar as palavras de Deus, os papéis se invertem dramaticamente quando a conversa se volta para a primeira escolha do homem de rejeitar as palavras de Deus. Seja ao discutir o primeiro ato de rebeldia de Satanás ou a primeira escolha de Adão de pecar, torna-se bastante evidente que o calvinista se colocou numa armadilha ao negar o livre-arbítrio libertário.
Ao mesmo tempo em que argumenta que a humanidade sempre agirá de acordo com sua natureza (supondo que a natureza não pudesse ser libertária, diga-se de passagem), o calvinista não tem resposta racional para explicar por que Adão (ou Lucífer) escolheu se rebelar. Por exemplo, John Piper admite abertamente:
“Como Deus livremente endurece e ainda assim preserva a responsabilidade humana, não nos é dito explicitamente. É o mesmo mistério de como o primeiro pecado entrou no universo. Como surge uma disposição pecaminosa num coração bom? A Bíblia não nos diz.”
E RC Sproul ensina de forma semelhante:
“Mas Adão e Eva não foram criados caídos. Eles não tinham natureza pecaminosa. Eram boas criaturas com livre-arbítrio. No entanto, escolheram pecar. Por quê? Eu não sei. Nem encontrei ainda alguém que saiba.”
Como se pode ver claramente, o calvinista simplesmente “chutou o problema para frente”, por assim dizer, quando se trata de apelar ao mistério do livre-arbítrio moral. Eles eventualmente recorrem ao mesmo mistério que nós, enquanto acreditam estar ocupando o terreno moral mais elevado ao dar a Deus todo o crédito pela escolha do cristão de se arrepender e confiar em Cristo. Na realidade, porém, ao não aceitar o mistério do livre-arbítrio humano, o calvinista criou um novo mistério que simplesmente não é oferecido pelo texto das Escrituras.
Esse problema fica evidente ao se inverter a pergunta e perguntar ao calvinista:
POR QUE O SEU AMIGO PERDIDO CONTINUOU A ODIAR E REJEITAR A DEUS?
A maioria dos calvinistas não quer admitir que o réprobo do seu sistema, em última análise, odeia e rejeita a Deus porque Deus primeiro os odiou e rejeitou. Os calvinistas preferem se concentrar nos eleitos que são salvos por meios determinísticos, ignorando as conclusões inevitáveis sobre os não-eleitos que permanecem condenados pela mesma razão determinística. Em minha opinião, este é um dilema único da sua visão de mundo, e não uma tensão criada pelos ensinamentos das Escrituras.
Assim, o calvinista rejeita o mistério da liberdade libertária apenas para adotar outro mistério ainda mais difícil. Um que, indiscutivelmente, coloca em questão a santidade, a justiça e a confiabilidade do nosso Deus — a saber, a sugestão de que Deus é implícito na determinação do mal moral, conforme evidenciado pelos próprios ensinamentos de João Calvino:
“… quão tola e frágil é a defesa da justiça divina oferecida pela sugestão de que os males acontecem não por Sua vontade, mas por Sua permissão… É um refúgio bastante frivolo dizer que Deus otiosamente os permite, quando as Escrituras mostram que Ele não só os quer, mas é o autor deles… Quem não treme diante desses juízos com os quais Deus trabalha nos corações até dos ímpios tudo o que Ele quiser, recompensando-os no entanto segundo o merecido? Além disso, é bastante claro pela evidência das Escrituras que Deus age nos corações dos homens para inclinar suas vontades como Ele quiser, seja para o bem por causa de Sua misericórdia, ou para o mal de acordo com os seus méritos.”
Qual mistério é mais difícil de engolir? Aquele que aparentemente sugere que a humanidade pode ter algum papel na reconciliação (o ato de unir duas partes) ou aquele que sugere que um Deus perfeitamente Santo é o autor do mal (aquilo que dividiu as duas partes para começar)? Mais importante, qual desses mistérios as Escrituras realmente permitem?
5) SER MELHOR POR UMA ESCOLHA DIVINAMENTE PERMITIDA OU POR UM DECRETO DIVINO DETERMINATIVO AINDA É SER MELHOR:
Creio que todos podemos concordar que é melhor crer no evangelho do que “troca a verdade de Deus pela mentira”. Seja por ter sido soberanamente levado a isso por uma obra de graça irresistível, ou por ter recebido graciosamente a capacidade de fazê-lo livremente, não muda o fato de que os crentes estão fazendo algo “melhor”. Porém, como já descobrimos no ponto nº 2, melhor não significa digno de salvação. Portanto, mesmo que o não calvinista dissesse: “Sim, sou mais humilde ou mais inteligente”, estaria dizendo exatamente a mesma coisa que um calvinista tem que dizer. A única diferença seria que um descrente poderia dizer justamente ao calvinista: “Que arrogância a sua de pensar que Deus fez você mais humilde ou mais inteligente”, enquanto se dissesse isso ao não calvinista, poderíamos com razão responder: “Não, Ele não fez isso; você não tem tal desculpa. Você tem tanta capacidade de se humilhar e entender o evangelho quanto eu tenho.”
Nós (não calvinistas) somos acusados com demasiada frequência de que poderíamos/iríamos nos gloriar em nossa salvação porque afirmamos que é nossa responsabilidade responder livremente, pela fé, ao gracioso apelo do evangelho operado pelo Espírito Santo.
Isso realmente merece glória?
Nós somos os que ensinamos que qualquer um pode crer no evangelho. Por que nos gloriaríamos em fazer algo que qualquer um é capaz de fazer? São os calvinistas que acreditam que essa capacidade lhes é dada de forma única e negada à maioria das pessoas. Faz muito mais sentido que um calvinista se glorie numa capacidade que lhe foi concedida e que foi negada à maioria dos outros.
Um grande cantor, por exemplo, recebe um dom raro desde o nascimento e muitas vezes pode se tornar orgulhoso ou jactancioso por causa desse dom único. Mas se todos nascessem capazes de cantar tão bem sempre que quisessem, gloriar-se nessa capacidade não faria nenhum sentido. Assim, o Calvinismo deixa mais espaço para a gloriação do que a nossa perspectiva soteriológica. (Embora eu não acredite que verdadeiros cristãos de nenhum dos dois sistemas soteriológicos se gloriariam em tais coisas.)
HUMILHE-SE
Claramente as Escrituras nos chamam à humildade e nada sugere que não possamos responder em humildade quando confrontados pela poderosa e clara revelação da verdade condenadora e vivificante de Deus por meio da lei e do evangelho. Considere o que nosso Senhor nos ensinou em Lucas 18.10-14:
“Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro publicano. O fariseu, posto em pé, orava consigo mesmo desta forma: Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem tampouco como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou o dízimo de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, à distância, nem ousava levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilhar será exaltado.”
O publicano mereceu ir para casa justificado por causa de sua humilde confissão de culpa? Claro que não. Se assim fosse, sua confissão teria merecido sua salvação e não haveria razão para a morte de Cristo expiar seu pecado. Ele voltou para casa justificado por causa da graça e da providência de Deus somente! Manter a responsabilidade libertária livre do homem de se arrepender e crer não nega a verdade de que a salvação é completa e totalmente só de Deus.
Por toda a Escritura vemos exemplos de Deus “achando favor” em indivíduos crentes (Jó, Enoque, Noé, Abrão etc.), mas esses homens, como toda a humanidade, ainda ficavam aquém da glória de Deus e eram injustos segundo as exigências da lei de Deus. Eles precisavam de um Salvador. Precisavam de redenção e reconciliação. Mesmo aqueles que creem na verdade da revelação de Deus merecem o castigo eterno por seu pecado.
O que precisa ser entendido é que ninguém era justo segundo as exigências da lei. No entanto, isso NÃO significa que todas as pessoas sejam incapazes de crer na verdade revelada de Deus para serem creditadas como justas pela graça de Deus. Paulo ensinou que ninguém era justo em Romanos 3, mas logo após declara no capítulo seguinte que “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça” (4.3).
Como pode ser isso? Paulo teria se contradito? Primeiro declara que ninguém é justo e depois nos diz que Abraão era justo? Qual é a resposta?
Paulo está estabelecendo a distinção entre a justiça pelas obras (Rm 3.10-11) e a justiça pela graça mediante a fé (Rm 3.21-24). A primeira é inacessível, mas a segunda sempre foi perfeitamente acessível a qualquer um, o que, mais uma vez, explica por que TODOS ESTÃO “SEM DESCULPA” (Rm 1.20).
Deus pode mostrar misericórdia a quem Ele quiser mostrar misericórdia! Sabemos, com base na revelação bíblica, que Deus quer mostrar misericórdia àqueles que se arrependem humildemente na fé, o que é responsabilidade do homem, e não de Deus!
Se você esperar que Deus o humilhe eficazmente, será tarde demais.
1 Pedro 5.5-6: “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” Portanto, humilhai-vos debaixo da poderosa mão de Deus para que, em tempo oportuno, Ele vos exalte.
Isaías 66.2: “Mas é para este que olharei: para o aflito e abatido de espírito e para aquele que treme da minha palavra.”
Tiago 4.10: “Humilhai-vos perante o Senhor, e Ele vos exaltará.”
2 Rs 22.19: “Porquanto o teu coração se enterneceu, e tu te humilhaste diante do Senhor, quando ouviste o que falei contra este lugar e contra os seus moradores, que seriam por assolamento e maldiação, e rasgaste as tuas vestes, e choraste diante de mim, eu também ouvi, diz o Senhor.”
2 Crônicas 12.7: “Quando o Senhor viu que se humilharam, veio a palavra do Senhor a Semaías: Eles se humilharam; não os destruirei, mas lhes darei em breve alguma libertação; não se derramará o meu furor sobre Jerusalém pelas mãos de Sisaque.”
2 Crônicas 12.12: “E, humilhando-se Reobooão, desviou-se deles a ira do Senhor, para não o destruir totalmente.”
Salmo 18.27: “Pois tu salvas o povo humilde, mas humilhas os olhos altivos.”
Salmo 25.9: “Guia os humildes no que é reto, e ensina aos humildes o seu caminho.”
Salmo 147.6: “O Senhor sustenta os humildes, mas abate os ímpios até ao chão.”
Provérbios 3.34: “Certamente ele escarnece dos escarnecedores, mas dá graça aos humildes.”
Sofon. 2.3: “Buscai ao Senhor, todos vós, mansos da terra, que praticais os seus juízos; buscai a justiça, buscai a mansidão; talvez que sejais escondidos no dia da ira do Senhor.”
Mateus 18.4: “Portanto, qualquer que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.”
Mateus 5.3: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus.”
Mateus 23.12: “E qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilhar será exaltado.”
Lucas 1.52: “Derrubou do trono os poderosos, e exaltou os humildes.”
Lucas 14.11: “Porque qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilhar será exaltado.”
Lucas 18.14: “Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilhar será exaltado.”
Tiago 4.6: “Mas ele dá maior graça; por isso diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”
Fonte: https://soteriology101.com/2019/01/13/are-you-better-than-your-friend-who-refused-to-believe/
Notas de Rodapé
[1] John Piper disse: “Mais especificamente, raramente encontro cristãos que queiram reivindicar o crédito pela própria conversão. Há algo da verdadeira graça no coração do crente que nos faz querer dar toda a glória a Deus. Assim, por exemplo, se eu perguntar a um crente como ele responderá à pergunta de Jesus no último juízo: ‘Por que você creu em mim, quando ouviu o evangelho, mas seus amigos não, quando ouviram?’, muito poucos crentes responderão dizendo: ‘Porque eu era mais sábio, ou mais inteligente, ou mais espiritual, ou melhor treinado, ou mais humilde.’ A maioria de nós sente instintivamente que devemos glorificar a graça de Deus dizendo: ‘Se não fosse pela graça de Deus, eu estaria no mesmo lugar.’ Em outras palavras, sabemos intuitivamente que a graça de Deus foi decisiva em nossa conversão. É isso o que queremos dizer com graça irresistível.”
[2] Livre-Arbítrio Libertário é “a capacidade categórica da vontade de abster-se ou não de uma determinada ação moral.”
[3] A petção de princípio é a falácia lógica de presumir verdadeiro o próprio argumento em discussão. Ao perguntar o que determinou a escolha de um homem, o interrogador está presumindo que algo ou alguém além desse homem fez a determinação, presumindo assim como verdadeiro o fundamento da lógica determinística.
[4] Por um lado, os calvinistas argumentam que a humanidade sempre escolhe de acordo com sua maior inclinação, que em última análise é determinada por sua natureza dada por Deus; por outro lado, afirmam que Adão “era perfeitamente livre de qualquer corrupção ou inclinações pecaminosas” e que “não tinha inclinações pecaminosas que o impelissem ao pecado; ele o fez por sua própria escolha livre” (Jonathan Edwards).
[5] John Piper: Sermão sobre o Endurecimento de Faraó.
[6] RC Sproul, Chosen by God [Escolhido por Deus], p. 31.
[8] João Calvino, “A Predestinação Eterna de Deus”, 10:11.