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20 de junho de 2018 (publicado pela primeira vez em 25 de junho de 2008) – David Cloud, Way of Life Literature, PO Box 610368, Port Huron, MI 48061 – fbns@wayoflife.org. Traduzido por Tim Barrett.

De acordo com a teologia da igreja emergente, a missão principal da igreja na Terra não é a pregação do evangelho, mas sim a “edificação do reino de Deus”. Ele tem um foco terrestre e zomba de uma orientação voltada para o céu. Fica mais empolgado em resolver a “crise da Aids” e salvar os ursos polares do que ganhar almas perdidas.

Os escritos da igreja emergente falam muito pouco sobre a salvação da alma, mas falam muito sobre a salvação da sociedade e da criação. O ativismo deles corre em direção a todo tipo de preocupação de “justiça social” de viés muito liberal – ambientalismo, direitos dos animais, etc. – qualquer coisa, exceto ganhar almas para Cristo. Se há alguma ênfase em ganhar almas, é um assunto secundário.

Eles usam termos como “missional” e “holístico” para definir esta agenda.

A Emergent Village diz:

Vemos a terra e tudo o que ela contém como criação amada de Deus, e assim nos unimos a Deus na busca de seu bem, sua cura e sua bênção” (site da Emergent Village, http://www.emergentvillage.org/about-information/values-and-practices).

Tony Campolo afirma que os crentes são salvos a fim de mudar o mundo:

Nosso chamado é sermos agentes de Deus, para resgatar não apenas a raça humana, mas toda a criação. (Campolo, “Por Que Cuidar da Criação?”, Tear Times, verão de 1992).

Rob Bell, autor de Velvet Jesus, diz:

A Bíblia mostra uma imagem muito maior da salvação. Ela descreve toda a criação sendo restaurada. … Rochas, árvores, pássaros, pântanos e ecossistemas. O desejo de Deus é restaurar tudo isso. … Um cristão não é alguém que espera viver para sempre no céu. Um cristão é alguém que antecipa viver para sempre aqui, em um novo céu que vem à terra. O OBJETIVO NÃO É ESCAPAR DESTE MUNDO, MAS FAZER DESTE MUNDO O TIPO DE LUGAR QUE DEUS POSSA CHEGAR. … Fazer a cruz de Jesus só pertinente à salvação humana é perder que Deus está interessado em salvar tudo. Toda estrela, pedra e pássaro. Todas as coisas. (Velvet Elvis, pg. 109, 110, 150, 161).

A parte ambiental da agenda da igreja emergente não é apenas manter o ar limpo e os riachos puros; vai muito além disso para uma posição semelhante à adoração à terra.

Em maio de 2008, o pastor Jeffrey Whittaker participou da turnê “Everything Must Change” de Brian McLaren no Goshen College, em Indiana, e testemunhou o frenesi ambiental em primeira mão. (“A Pastor Reports on McLaren’s Everything Must Change Tour”, 2 de junho de 2008, http://herescope.blogspot.com/).

A primeira sessão foi intitulada “Focando nas Feridas do Nosso Planeta”. Eles cantaram uma música baseada no poema de Francisco de Assis, “Irmão Sol, Irmã Lua”, e assistiram a um DVD do Sierra Club “expondo as técnicas imorais de mineração usadas pelas empresas de energia de West Virginia”. Depois ouviram uma música que protestava contra “nosso estupro da Mãe Terra”. A sessão do segundo dia começou com outra canção ambientalista que dizia que a mineração é uma “cicatriz cortada na face da Mãe Terra”. Eles eram constantemente lembrados de que “conseqüências catastróficas devido ao aquecimento global estão sobre nós”. Outra sessão foi aberta com o “Hino do Remorso”, que lamentou a suposta profanação da terra. “Nos arrependemos por cobrir sua terra colorida com cimento cinza … por cortar árvores … por cicatrizar sua terra … Senhor, tenha piedade, podemos ser restaurados? O que dizer das terras de tribos e nações que viveram aqui primeiro … o barulho do tráfego está abafando a música do pássaro canoro … ”

Essa posição não pode ser apoiada pela Bíblia de forma alguma. Desde o início, Deus deu ao homem o direito de usar a terra.

E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. (Gênesis 1:28)

O homem tem o direito divino de subjugar a terra e usar seus recursos, cortar suas árvores e minar seu minério e bombear seu petróleo. Isso não significa que ele tem o direito de destruir a terra e transformá-la em uma fossa imunda; ninguém em sã consciência apoia a poluição do ar e da água e coisas assim. Mas Deus deu ao homem o direito de usar os recursos da terra de maneira responsável.

O movimento ambientalista não se baseia em ciência comprovada; não é apenas o impulso para uma conservação razoável; é uma fé religiosa cega. Seus defensores mais zelosos são ferramentas ingênuas nas mãos de pessoas do mundo todo que pretendem usar a causa ambientalista para aumentar sua autoridade em nível local, nacional e global. Quando os globalistas marxistas entram na onda ambientalista, você pode ter certeza que algo além de amor por uma terra limpa está guiando a agenda.

Jonah Goldberg observou sabiamente:

No fundo, o ambientalismo é uma espécie de adoração à natureza. É uma ideologia holística, repleta de sentimentos religiosos. … Os recursos mais renováveis do ambientalismo são o medo, a culpa e o bullying moral. (“The Church of Green,” Los Angeles Times, Op-Ed, 20 de maio de 2008).

Quanto ao “aquecimento global”, não é um fato estabelecido. Na realidade, nada mais é do que uma teoria fraca; e muitos cientistas não acreditam nela. Em março de 2008, por exemplo, mais de 100 cientistas ambientais de destaque apresentaram trabalhos acadêmicos na Conferência Internacional sobre Mudanças Climáticas, na cidade de Nova York. Eles concluíram que o aquecimento global é um processo natural e não o resultado da atividade humana. Joseph Bast, presidente do Instituto Heartland, disse: “O objetivo da conferência é fornecer uma plataforma para centenas de cientistas, economistas e especialistas em políticas que discordam do chamado ‘consenso’ sobre o aquecimento global” (“Scientists Meet in NYC to Challenge Gore, UN”, WorldNetDaily, 4 de março de 2008).

A agenda ambientalista radical simplesmente não se baseia em ciência comprovada. Pegue como exemplo o frenesi para proibir sacolas plásticas, por exemplo.

Cientistas estão atacando a campanha global para proibir sacolas plásticas, dizendo que as alegações dos ativistas de que as conveniências modernas são responsáveis pela morte de 100.000 animais e um milhão de aves marinhas se baseia em um erro de digitação em um relatório de 2002 [pelo governo australiano] e não há evidências científicas mostrando que os sacos plásticos representem uma ameaça direta aos mamíferos marinhos. [O relatório foi derivado de um estudo canadense em Terra Nova, que apenas citou a morte de mamíferos marinhos por redes de pesca descartadas e não fez menção a sacolas plásticas!] Pesquisadores e biólogos marinhos disseram para o London Times que sacos plasticos são, no máximo, uma ameaça mínima para a maioria das espécies marinhas, incluindo focas, baleias, golfinhos e aves marinhas” (“Anti-plastic Crusaders Stuck Holding the Bag”, WorldNetDaily , 9 de março de 2008).

É preciso mais energia para fazer e reciclar sacolas de papel do que as de plástico, mas a proibição de sacolas plásticas faz com que os ativistas ambientais se sintam melhor e é isso que realmente importa.

Considere o frenesi para salvar os ursos polares.

O governo dos EUA acabou de colocar os ursos polares na lista de espécies ameaçadas porque as mudanças climáticas estão encolhendo o gelo do Ártico onde eles vivem. Não importa que os ursos polares estejam de fato indo muito bem – seus números quadruplicaram nos últimos 50 anos. Não importa que a implementação completa dos protocolos de Kyoto sobre gases de efeito estufa salvaria exatamente um urso polar, de acordo com o cientista social dinamarquês Bjorn Lomborg, autor do livro de 2007, Cool It! No entanto, cerca de 300 a 500 ursos polares podem ser salvos todos os anos, começando agora, diz Lomborg, se houvesse uma proibição de caçá-los no Canadá. O que é mais barato, trilhões para reduzir as emissões de carbono ou pagar os canadenses para parar de matar ursos polares? ” (“The Church of Green” ,Los Angeles Times, 20 de maio de 2008).

O senso comum evidente neste parágrafo é o que muitas vezes falta no movimento ambiental.

O movimento também está cheio de duplicidade. Parece haver uma disposição para dizer qualquer coisa e ignorar qualquer fato inconveniente, desde que você possa promover sua causa.

Durante a campanha presidencial de 2000, por exemplo, muito foi falado sobre Houston ter se tornando a ‘capital mundial da poluição atmosférica’. Mas a qualidade geral do ar de Houston estava melhorando na época. Houston se tornou a capital de poluição atmosférica do país apenas porque o ar de Los Angeles melhorou ainda mais rápido, passando Houston em uma corrida de pontos positivos. Talvez os comentaristas que falavam como se o ar de Houston estivesse piorando não entendessem o assunto. É mais provável que eles não quisessem entender, pois o ar mais limpo violaria a regra das Boas Notícias Ruins. (Gregg Easterbrook,“Bad News Good, Good News Bad“, Instituto Brookings, primavera de 2002).

Ativistas ambientais tem alegado que mais cidades americanas estão violando os padrões do ar, mas o que eles não dizem é que os padrões da EPA se tornaram progressivamente mais rígidos e que os níveis de poluição diminuíram drasticamente. Os dados produzidos pela Agência de Proteção Ambiental mostram que, entre 1976 e 1997, o ozônio caiu 31%; dióxido de enxofre, 67 por cento; e óxido de nitrogênio, 38 por cento. Nesse mesmo período, a população aumentou 25%, o produto interno bruto dobrou e as milhas percorridas por veículos aumentaram em 125%!

Ativistas alegaram que a poluição está aumentando em níveis descontrolados sob a vigilância do presidente George Bush. “No entanto, o número total de dias de mau ar está de fato caindo constantemente. Em 2001, houve menos da metade dos dias de aviso de qualidade do ar em todo o país do que em 1988. Los Angeles sofreu apenas um aviso de ozônio na Fase 1 nos últimos cinco anos, um declínio incrível. Durante a década de 1970, Los Angeles teve uma média de cerca de 100 dias de alerta estágios 1 por ano ”(“Why Bush Gets a Bad Rap on Dirty Air”, revista Time, 22 de maio de 2003).

Além disso, os ambientalistas frequentemente concentram sua atenção nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos, e não nos países que realmente e verdadeiramente estupram a terra. Os Estados Unidos fizeram grandes progressos. Sua água e ar são mais limpos do que em uma geração e suas florestas são mais difundidas do que no século XIX. Águias e falcões peregrinos estão fora da lista de espécies ameaçadas; urso preto e coiotes e alces e búfalos e veados e outros animais selvagens estão aumentando drasticamente. O site do Brookings Institute observou recentemente: “Provavelmente a maior conquista do governo e da comunidade política no pós-guerra é o ar e a água cada vez mais limpos, realizados em meio ao crescimento econômico e populacional” (http://www.brookings.edu/articles/2002/spring_energy_easterbrook.aspx).

Se um ativista ambiental quiser gastar sua energia em salvar a terra, saia então dos Estados Unidos, Inglaterra ou Suíça, onde a consciência ambiental é alta e as pessoas têm muitos recursos para resolverem seus problemas, e mude para a Rússia, Índia ou China, para citar alguns países que são verdadeiros desastres ambientais e dedique sua vida à solução de seus problemas.

O fato é que as terríveis previsões do movimento ambiental estão erradas há mais de meio século. Ele está chorando “o céu está caindo”, mas não caiu. Não houve primavera silenciosa. Durante o mandato de George HW Bush, no início dos anos 90, os ambientalistas ameaçavam uma “nova primavera silenciosa” de florestas apalaches mortas. De fato, as florestas tiveram uma recuperação maravilhosa.

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Ambientalismo na Perspectiva Bíblica

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