Conversa com 2 Anciãos das Testemunhas de Jeová

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Roteiro da Aula
Versículos que Mostram que Jesus É Jeová
Guia Rápido — Doutrinas Falsas e Bíblicas

Roteiro da Aula — Encontro com Testemunhas de Jeová

Introdução

Ontem de manhã estivemos na casa do irmão Geraldo e da Suzana. A Suzana estava distribuindo convites com os evangelhos de João e Romanos quando avistou um grupo de Testemunhas de Jeová reunido em volta de um daqueles quiosques onde distribuem literatura. Ela passou por lá e pensou: vou entregar um folheto para eles também — afinal, eles precisam do Evangelho. E precisam mesmo. Infelizmente, são pessoas muito perdidas, não é, irmão Geraldo?

O senhor que estava no quiosque conversou bastante com ela. A impressão que dá é que eles estavam interessados no que ela tinha a dizer — mas nós sabemos também que eles são treinados para envolver as pessoas em conversas e desviá-las do ponto central. A Suzana fez muito bem: ela ficou no Evangelho e não saiu de lá. Porque é exatamente isso que eles querem — que você saia do Evangelho. “Mas o que você quer dizer com céu?” Eles querem te levar para outros assuntos. E ela disse: isso não é o mais importante agora; vamos falar sobre a única forma de se ter a salvação. E ficou nisso. Estava certo. Não se pode desviar do principal.

Ao final da conversa, ele propôs marcar um estudo. Então ficou combinado que eles passariam na casa do Geraldo e da Suzana para conversar mais — e eles disseram: vamos trazer o nosso pastor. O senhor, TJ, respondeu que também iria trazer um ancião. Ontem de manhã nos reunimos na casa deles: eu, o irmão Geraldo, a Suzana, e o ancião que veio com ele — que descobrimos ser também ancião. Ficou dois pastores deles contra um pastor nosso, por assim dizer. Dois anciãos — pois ancião, para eles, é o equivalente ao pastor.

Fomos gentis. E quero deixar algumas dicas para os irmãos, porque tudo isso exige muita cautela, muita sabedoria. Não porque você não sabe o que crer — mas porque quando você lida com líderes de seitas, você está entrando em território muito especializado. Não é simplesmente uma pessoa perdida para quem você apresenta a verdade do Evangelho. São pessoas treinadas. Os testemunhos de Jeová se reúnem semanalmente por mais de cinco horas, e grande parte desse tempo é treinamento — treinamento específico para conversar com pessoas como vocês. Não é exatamente um culto; é preparação. “Fala isso, joga aquele versículo, usa essa abordagem.” Eles são muito bons nisso. Por isso eu digo: você precisa conhecer muito bem a Palavra de Deus, saber apresentar o Evangelho — e se um dia você tiver uma conversa mais aprofundada com eles, precisa saber defender com clareza o que você crê.

Não fiz anotação nenhuma para hoje de manhã — porque se fosse fazer, iria longe, semanas de material. Então vou falar de cabeça, dentro do tempo que temos, passando as coisas mais importantes para os irmãos.


Quando eles chegaram, nós os recebemos com respeito. E sinceramente, fiquei triste ao ver aqueles dois senhores. Pedimos que nos contassem seus testemunhos — como tinham entrado nos testemunhos de Jeová. E é um testemunho triste. Eles não conhecem Cristo como Salvador. Em nenhum momento a resposta foi: “Eu vi que era pecador, ouvi o Evangelho, recebi Cristo como meu Salvador.” Não. “Fui apresentado aos ensinamentos, e fui entrando.”

Perguntei: vocês têm certeza da sua salvação? A resposta foi imediata: não, não — certeza ninguém tem. Então perguntei: como vocês buscam a salvação? Eles explicaram — há basicamente cinco passos. Eu já sabia, mas queria que eles mesmos dissessem. Não chegaram a detalhar tudo claramente, então fui cutucando um pouco. Eles disseram: “Você aceita os ensinamentos.” Eu disse: os ensinamentos da Torre de Vigia, certo? Os ensinamentos da organização das Testemunhas de Jeová?

Sim. Porque para começar a buscar a salvação, você precisa crer que:

Jesus não é Deus. Ele era o anjo Miguel — criado por Deus no princípio. Foi esse anjo Miguel quem criou as demais coisas; mas o próprio Miguel foi criado por Deus. Não existe a Trindade. Para eles, a Trindade é algo anátema, a doutrina que mais atacam.

Quanto à encarnação: eles não acreditam que o ser humano seja composto de corpo, alma e espírito. Para eles, você é apenas um corpo vivente — só isso. Quando morre, deixa de existir. De alguma forma — e eles próprios não conseguem explicar direito —, a “força vital” do anjo Miguel tornou-se um ser humano chamado Jesus. Não foi uma encarnação no sentido bíblico, porque para eles não existe essa realidade. Havia Miguel; depois havia Jesus — um ser humano 100%, sem nenhuma natureza divina.

Miguel, então, era Jesus. Jesus morreu — mas morreu apenas como substituto de Adão. Foi uma vida por uma vida, pois ele era simplesmente um ser humano. Jesus morreu para resgatar Adão, somente, abrindo a possibilidade de que nós busquemos a salvação agora. Após a morte, o corpo de Jesus no túmulo se desintegrou, virou gases e cessou de existir. O que voltou a aparecer foi novamente o anjo Miguel — uma continuação daquela vida, mas não uma ressurreição física. Não existe ressurreição física para eles. Jesus aparecia em formas, em um corpo espiritual — mas não foi o corpo de Jesus que ressuscitou.

A salvação, portanto, começa por crer em tudo isso — e também por crer que a organização da Torre de Vigia, localizada perto de Nova York, é o “escravo fiel e prudente” da parábola. Eles pegaram aquela parábola — que fala de cada crente sendo fiel ao que Deus mandou fazer, ou até de Israel como servo — e a aplicaram à própria organização. Há um corpo governante de homens idosos que comanda tudo. Todo o material vem deles. Tudo que é impresso, tudo que é ensinado, vem de lá. Eles não podem estudar a Bíblia sem o material da organização.

Inclusive, eles não aceitam nenhuma literatura de fora. Quando a Suzana tentou entregar um exemplar dos evangelhos de João e Romanos, ele disse: não posso aceitar — é proibido. São proibidos de pesquisar na internet sobre qualquer assunto relacionado à fé. Se você disser “pesquisa isso que discutimos,” eles não podem. As únicas fontes permitidas são o site jw.org e a Bíblia deles — a Tradução do Novo Mundo, que é uma das adulterações mais graves da Palavra de Deus. Uma falsificação descarada. Mas é a única que eles podem usar.

E eles vão sempre em dupla — especificamente porque um vigia o outro. Se um deles demonstrasse qualquer interesse no que estamos dizendo, o outro já estaria de olho. Podem ser excomungados por questionar a organização — e se forem expulsos, nem os familiares voltam a falar com eles. Isso é coisa de seita. É assustador. Fiquei triste ao ver que os dois têm famílias inteiras dentro dessa organização. Para aceitarem a verdade, o preço será muito alto. Terão que largar tudo por amor à verdade. Há pessoas que fazem isso — mas não é fácil. E sem dúvida, Satanás não vai facilitar. Mas eles eram sinceros. Isso é o que mais entristece: eles creem genuinamente naquilo. E nós cremos que ontem eles ouviram coisas que nunca tinham ouvido antes.

Infelizmente, muitas pessoas não conhecem a Palavra de Deus — nem mesmo pastores. “Vamos chamar nosso pastor,” eles disseram. Irmãos, há cada pastor por aí… Não estou dizendo que eu e o pastor Josias somos especialistas acima de todos — mas nós estudamos a Palavra. Somos homens da Palavra. Temos muito a aprender ainda, mas esta aqui é a Igreja da Bíblia Aberta. Nossa maior preocupação é ser obreiro aprovado que maneja bem a palavra da verdade (2 Tm 2.15). Nesse sentido — sem orgulho —, somos pastores da Palavra. Há pastores por aí com quem você conversa e que não sabem nem apresentar o Evangelho, quanto menos defender posições doutrinárias. Acho que eles estavam acostumados com isso — com pastores assim, ou com evangélicos que não sabem o que creem. E ontem eles viram algo um pouco diferente.

Pedimos o testemunho deles, e depois demos o nosso. Só que o nosso testemunho é de salvação pessoal — de conhecer Jesus Cristo pessoalmente como Salvador. Isso eles não conhecem. Não sabem o que é. Jesus, para eles, não é quem ele é para nós, não é quem ele é na Bíblia. E muito menos eles têm um relacionamento pessoal com ele. Toda a doutrina deles é voltada a Jeová — no sentido de que eles acreditam ter havido uma conspiração para apagar o nome de Jeová da Bíblia. Por isso se chamam Testemunhas de Jeová. E foi com base nisso que pegaram a Bíblia deles e inseriram o nome “Jeová” em inúmeros lugares — inclusive no Novo Testamento, onde queriam colocá-lo.


Então, deixa eu passar algumas informações para os irmãos — coisas boas de saber e ter anotadas. A minha mãe inclusive me pediu para fazer uma lista. Então vou passando para vocês estarem preparados.


O Tetragrama, o Novo Testamento e a Divindade de Cristo

Vocês sabem que no Antigo Testamento, Deus se revelou por vários nomes — mas o nome pelo qual ele se revelou especificamente a Israel, o seu nome de aliança, era composto de quatro letras em hebraico. É o que chamamos de tetragrama. Os judeus tinham uma tradição de não pronunciar esse nome em voz alta, porque o hebraico antigo não registrava as vogais — apenas as consoantes. E como a pronúncia original foi se perdendo com o tempo, eles passavam a falar “Senhor” — Adonai, em hebraico — sempre que chegavam naquele nome no texto. Tinham temor de pronunciar em vão o nome sagrado pelo qual Deus havia se revelado. Com o passar do tempo, a pronúncia original do tetragrama se perdeu. Mais tarde, alguns escribas pegaram as vogais da palavra Adonai e as inseriram nas consoantes do tetragrama. Daí surgiu a forma “Jeová” — mas o “J” sequer existe no hebraico, de modo que a pronúncia mais aproximada seria algo como “Yahweh.”

Então, na nossa Bíblia, traduzida do hebraico, toda vez que você vê SENHOR com todas as letras maiúsculas no Antigo Testamento, essa palavra representa o tetragrama — Yahweh. Em alguns trechos, as traduções optaram por escrever “Jeová” diretamente, mas mesmo isso não é a pronúncia correta. E quando aparece apenas Senhor com a primeira letra maiúscula, aí é Adonai — que significa “Senhor” mesmo.

Toda vez que você vê SENHOR em letras maiúsculas, é Yahweh. Algumas pessoas gostam de pronunciar “Yahweh” para demonstrar seu conhecimento do hebraico. Mas quando aparece Senhor com apenas a primeira letra maiúscula, é Adonai — que significa “Senhor” mesmo.

Agora observe algo muito interessante. Quando os apóstolos escreveram o Novo Testamento, em que língua o fizeram? Em grego. E eles mantiveram essa mesma tradição. Isso foi obra do Espírito Santo, pois foi ele quem inspirou o Novo Testamento. Então, quando o Espírito Santo citava trechos do Antigo Testamento que continham o tetragrama — a palavra Yahweh —, ele o traduziu como “Senhor” em grego. E é um fato que não existe nenhum texto grego do Novo Testamento que contenha a palavra “Jeová”. Nenhum. Absolutamente nenhum.

Como já estudamos, Deus preservou a sua Palavra em milhares de textos gregos espalhados pelo mundo inteiro — da família bizantina, da família de Antioquia, da família alexandrina, famílias distintas. Temos também traduções antiquíssimas: falei dos valdenses e dos anabatistas, que possuem uma tradução do Velho Latim a partir do Textus Receptus, recebida por volta de 150 d.C. E a tradução é a mesma que a nossa. Não há a palavra “Jeová” no Novo Testamento — apenas “Senhor”. Em nenhum dos milhares de textos gregos existentes, alguns do segundo e terceiro séculos, essa palavra aparece. Essa inserção existe apenas na cabeça deles, é criação da organização deles — é falsa. Não é história. Não é fato. Mas para eles é fato, porque está escrito no site deles. E a única fonte em que confiam é a própria organização. Isso é o que caracteriza uma seita.

Então eu comecei a apresentar o Evangelho. Expliquei o que é o pecado — porque para eles, Jesus morreu somente para remir Adão. Eu estava mostrando que Jesus morreu pelos pecados de todo o mundo. Falei da seriedade do pecado, porque pecar é pecar contra Deus. Dei o exemplo: se eu desse um tapa no Olavo aqui, provavelmente geraria um problema na igreja — ele não ia gostar, e espero que não revidasse. Mas se eu desse um tapa no presidente, é bem possível que fosse preso, porque ele é uma autoridade. Porém nós pecamos contra o Criador eterno deste universo. Nosso pecado tem consequências eternas. Por isso precisamos de um Salvador. Por isso Deus se fez homem e habitou entre nós.

Em Jesus Cristo temos 100% Deus e 100% homem. Como homem, ele nos representa plenamente. Ele tomou o meu lugar como homem. Mas como Deus, o seu sacrifício tem valor eterno — porque ele também é Deus. Hebreus diz que ele pode aperfeiçoar para sempre os que são santificados (Hb 10.14), justamente porque ele é Deus.

Então os conduzi a Atos capítulo 20 — e vou até abrir aqui na versão deles, a Versão Novo Mundo. Mas antes disso, é importante registrar o seguinte. Em determinado momento da conversa, pedi a um dos anciãos que definisse a doutrina da Trindade — afinal, eles iam atacá-la. Prestem atenção, irmãos, cada palavra importa. Ele respondeu: “Vocês acreditam que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são uma pessoa.” Eu disse: com todo o respeito, você não entende a doutrina da Trindade. A doutrina ensina que há um só Deus — uma só essência divina. Isso é absolutamente claro. Até o nome Elohim no Antigo Testamento é um nome de pluralidade, e mesmo assim é o nome de Deus. E Deus disse no princípio: “Façamos o homem à nossa imagem” — plural — “à nossa imagem” — singular (Gn 1.26). Um só Deus, uma só essência divina.

Um momento revelador — João 5.23: Em determinado momento, perguntei diretamente aos dois anciãos se eles honravam o Filho Jesus da mesma forma que honram o Pai Jeová. A resposta foi imediata e sem hesitação: “Não — de forma nenhuma.” Foi então que os conduzi a João 5.23, onde o próprio Jesus declara: “Para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou.” Não é o pastor Tim dizendo isso — é o próprio Jesus. E notem: Jesus não disse “honrem o Filho de forma parecida” ou “de forma proporcional.” Disse: como honram o Pai — a mesma honra, sem distinção. Um anjo jamais poderia receber isso — Apocalipse 22.8–9 mostra que os próprios anjos recusam adoração e mandam adorar a Deus. Mas Jesus não apenas aceita — ele exige essa honra. Eles não tiveram resposta.

Mas a Bíblia, desde o Antigo Testamento e depois plenamente revelado na encarnação de Jesus Cristo e no dia de Pentecostes — quando o Espírito Santo desceu e passou a habitar na igreja —, deixa claro o que o Antigo Testamento já antecipava. Vemos Jeová conversando com Abraão, e no mesmo episódio: Jeová fez chover de Jeová, desde os céus, enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra” (Gn 19.24). Vemos Jeová e o Espírito de Jeová (Is 48:16; 63:10). Vemos Jeová e seu Filho: “Quem subiu ao céu… qual o nome dele e o nome de seu filho?” (Pv 30.4). “Beijai o Filho” (Sl 2.12). Há Jeová — o Pai — enviando o Filho, como em Isaías 53. Isaías 7 e 9: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e chamarão o seu nome Emanuel” — Deus conosco (Is 7.14).

E aí chegamos ao Novo Testamento. Sabe por que “Jeová” não aparece no Novo Testamento? Porque Jesus Cristo é Jeová. O Antigo Testamento diz que somente Jeová é Salvador. E no Novo Testamento, Jesus é o Salvador. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (Atos 4:12). Ele veio salvar o seu povo dos seus pecados (Mt 1.21). Portanto, Jesus é o Jeová do Antigo Testamento.

A Bíblia Interlinear, a Roda de Russell e Romanos 14

Foi então que li para eles Atos 20.28 — na versão deles, a Versão Novo Mundo: “Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho sobre o qual o espírito santo vos designou como superintendentes, para apascentardes a congregação de Deus, que ele comprou com o sangue do seu próprio Filho.”

O que diz a Bíblia? Que ele comprou com o seu próprio sangue. Com o seu próprio sangue. Então eu disse: com licença, porque eu estava lendo esse versículo e nem sabia que exatamente esse versículo dizia isso na tradução deles. Eu disse: deixa eu só mostrar uma coisa para vocês. Eu já havia acessado o site deles, jw.org, e encontrado a Bíblia interlinear. O que é a Bíblia interlinear? É o texto grego completo com a tradução embaixo. No caso deles, não está disponível em português, mas está em inglês — e é da própria organização deles. Eu mostrei para eles: olha, isso é uma interpretação da sua organização, mas não está na Bíblia, não está no texto. Mostrei diretamente no site deles, no grego, que ali não consta a palavra “filho”. Conheço grego o suficiente — estudei o suficiente para identificar as palavras — e mostrei cada uma delas: essa palavra aqui não é “filho”.

Foi aí que ele viu uma brecha para mudar de assunto — essa foi a impressão que tive. Porque os testemunhos de Jeová têm uma tática que chamamos de “a roda de Russell” — Russell sendo o fundador, Charles Russell. A lógica da roda de Russell é a seguinte: assim que eles percebem qualquer abertura, qualquer assunto menor no qual possam te confundir, eles migram imediatamente para aquele tema a fim de te tirar de um terreno em que você está firme. Já conversei com testemunhos de Jeová em que eu estava demonstrando que Jesus é Deus, e de repente: “Deixa eu te perguntar uma coisa — o que você acha da santificação?” Eu disse: não, a gente pode falar sobre isso, mas vamos terminar o que estávamos discutindo primeiro.

Neste caso, ele quis falar sobre traduções da Bíblia. Certo, então eu perguntei: você tem algum problema com essa tradução específica? Eu disse: pode usar à vontade, mas só quero ter certeza de que as palavras que estão aí correspondem às palavras do original. Aí ele respondeu: “Não, mas existem muitas traduções…” Seitas gostam de fazer isso, gostam de lançar dúvidas. Eu disse: eu sei que existem muitas traduções. E, aliás, eu sou tradutor. Em tradução, há traduções boas e traduções ruins. Ele disse: por exemplo, em inglês às vezes se invertem as palavras. Eu disse: exatamente, por isso é necessário traduzir de forma que fique claro. E é por isso que nós preferimos a Almeida Corrigida Fiel — porque é uma tradução de equivalência formal. Tudo o que está escrito no grego está aqui em bom português. Não é uma tradução mecânica palavra por palavra, mas está tudo aqui. E quando é necessário acrescentar alguma palavra apenas para dar o sentido correto em português, essa palavra — que não está no grego — aparece em itálico em nossa Bíblia. No mínimo, eu disse, “filho” teria de estar em itálico. Por que não está?

Mas ele insistiu em falar sobre traduções. Então eu disse: deixa eu dar um exemplo. Vamos a Romanos 14.

[Já passou muito tempo, irmãos? Acho que devemos ter umas duas horas de escola dominical, duas horas de culto… É pouco tempo o que temos com a Palavra de Deus. E eles passam horas, irmãos — horas estudando apenas para confundir as pessoas. Vou dizer mais: um testemunho de Jeová comum, no nível básico, cumpre de 10 a 12 horas por mês na rua, de porta em porta. Os mais avançados chegam a 50 horas. E fazem isso movidos pelo medo — medo de não serem ressuscitados, medo de serem exterminados e não entrarem no Reino. Eles não creem no inferno, mas querem ser ressuscitados. Querem ser considerados fiéis, precisam demonstrar lealdade à organização, e para isso têm que cumprir todas essas horas — como se precisassem se provar dignos. É muito triste. É salvação totalmente por obras. Eles trabalham pela salvação por hora.

E por isso que quando você vê um testemunho de Jeová na rua, ele anda devagar, passando o folheto com calma. Isso tem até um nome: chamam de “o passo do peregrino.” Porque se você fosse um crente zeloso, quereria distribuir o máximo de folhetos possível em uma hora. Mas eles precisam cumprir o horário, então controlam o ritmo.

É claro que há os mais zelosos também, que querem acumular pontos, angariar seguidores. Esses procuram encontrar pessoas que os deixem entrar em casa — pois essa é a intenção deles. E eles conseguem confundir muitos evangélicos, irmãos. Porque, infelizmente, a maioria dos evangélicos não tem certeza da própria salvação, quanto mais saber defender a doutrina da Trindade.]

Mas voltando ao exemplo. Eu disse: vamos a Romanos 14. Vou ler da Bíblia deles. Estão prontos? “De fato, nenhum de nós vive somente para si mesmo, e ninguém morre somente para si mesmo. Pois se vivemos, vivemos para Jeová… e se morremos, morremos para Jeová… Portanto, quer vivamos, quer morramos, pertencemos a Jeová.” Vivemos para quem? Para o Senhor. Versículo 9: “Pois com esse objetivo, Cristo morreu e voltou a viver, para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos.” Entenderam, irmãos? Eles acrescentaram palavras. E eu disse a eles: lembra que a Palavra de Deus diz que maldito é aquele que acrescenta ou tira dela (Ap 22.18–19)? Em nenhum texto grego está escrito “Jeová” nesses versículos. Está: “se morremos, morremos para o Senhor; se vivemos, vivemos para o Senhor; quer morramos, quer vivamos, somos do Senhor.” E continua: “pois foi para isso que Cristo morreu e ressuscitou e tornou a viver: para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos” (Rm 14.7–9). Jesus Cristo é o Jeová. Ele morreu e ressuscitou, e Ele é o Senhor — e nós vivemos para Ele e a Ele pertencemos.

Aí ele disse: não, mas esse versículo aqui está citando um trecho do Antigo Testamento. Eu perguntei: que trecho? Ele disse: clica aqui — havia uma referência cruzada. Ele clicou e foi levado a um salmo que diz: “Louvarei a Jeová por toda a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto eu existir” (Sl 146.2). Eu disse: isso em Romanos não é uma citação direta desse salmo. É uma referência cruzada — sim, versículos semelhantes têm paralelos temáticos —, mas Paulo não estava citando diretamente aquele texto. Eu disse: não existe nenhum texto grego que tenha a palavra “Jeová” aí. Ele respondeu: “Ah, mas tem sim.” Eu disse: com todo o respeito, esse assunto eu estudei.


[(Fala do irmão Geraldo) A importância de estar preparado. 1 Pedro 3.15 fala exatamente isso. Eles conhecem muito bem a própria doutrina. Eles trabalham em cima disso, estudam para isso. Mas eu notei naquela conversa que você conhecia a doutrina deles melhor do que eles próprios. Isso é o que significa estar preparado. Refletindo depois sobre tudo aquilo, percebo que precisamos estar ainda mais preparados do que estamos. Temos que buscar mais, nos empenhar mais nisso. Porque se eles encontram alguém um pouco mais leigo, eles poderiam facilmente confundi-lo.]

(Pr. Tim) É uma área especializada. Você precisa estar preparado, irmãos. Não estou dizendo que você deve evitar conversar com eles — não é isso. Mas se você for entrar nessa conversa, precisa saber defender muito bem o que a Bíblia ensina, porque eles vão tentar enganar com falsidades e com traduções adulteradas.

(Irmão Geraldo) Sim, eles conhecem bem a própria doutrina — mas nós também pregamos o Evangelho para eles. Eles ouviram falar de Cristo: da morte de Cristo, da ressurreição de Cristo em favor da salvação do pecador. Não ficou só na discussão doutrinária. Mas eles queriam a todo custo impor a doutrina deles e sair do terreno em que estávamos.

(Pr. Tim) E em nenhum momento reconheceram o que eu estava demonstrando. A única concessão que um deles fez foi dizer: “Vamos visitar um museu juntos.” Ele perguntou: “Você já visitou o Museu da Bíblia?” Eu disse: sim, já visitei vários. “Então vamos juntos.” Mas para ver o quê, irmãos? Textos gregos que não contêm a palavra “Jeová” — que simplesmente não existem. Eu disse a ele para pesquisar, mas ele tem proibição de pesquisar fora da organização. E mesmo nos textos críticos que nós não utilizamos — a NVI, por exemplo — nenhum deles faz referência a isso. Porque quanto ao texto crítico e ao Receptus, a Palavra de Deus está preservada em ambos. Há pequenas diferenças entre eles, mas a essência é a mesma — e é até útil ver isso, porque confirma que esse é o texto que foi transmitido e espalhado pelo mundo inteiro. A inserção de “Jeová” no Novo Testamento é uma adição da organização deles. Uma adição desonesta. E eles só podem ler o material que a organização aprova.]

Isaías 43, João 8 e o Nome Divino

Mas o momento mais marcante foi o seguinte — e foi a última coisa que abordei. Não vai dar tempo de detalhar hoje, mas eu mostrei a eles alguns trechos do Antigo Testamento onde claramente está escrito Jeová, e demonstrei que esses mesmos trechos foram citados no Novo Testamento referindo-se ao Filho, a Jesus Cristo. Eles nunca tinham visto isso. Não sabiam o que responder. Travaram completamente — você também teve essa impressão, Geraldo. Por essa eles não esperavam. A única reação que conseguiam ter era tentar mudar de assunto.

E eu, por respeito a eles — e também para dar espaço ao Espírito Santo de agir —, não fiquei pressionando: “O que você tem a dizer? Responde. Explica.” Não fiz isso. Se você fizer isso, eles constroem uma resposta qualquer, se fecham e nunca mais retornam ao ponto. Então eu apresentei a evidência, perguntei: “Você está vendo que Jeová aqui se refere a Jesus?” — e dei espaço para eles responderem. Eles simplesmente desviavam para outro assunto.

Aí trouxeram o argumento: “Mas espera — Jesus disse que o Pai é maior do que eu” (Jo 14.28). Eu disse: com respeito, vocês não entendem a encarnação. Qualquer versículo que você apresentar sobre Jesus orando ao Pai, ou se colocando em posição de dependência, precisa ser lido à luz da encarnação. Ele até disse: “Vamos ler o Pai Nosso.” Eu disse: tudo bem, vamos. Ele leu: “Pai nosso que estás nos céus…” (Mt 6.9). Depois me perguntou: “Está vendo? Onde está o Pai?” Eu disse: nos céus. “E onde estava Jesus?” Eu disse: fisicamente, corporalmente, na terra. “E como ele poderia olhar para o Pai?” Eu disse: porque como ser humano — e lembrem-se, ele é 100% Deus e 100% homem — como ser humano, ele vivia como nós, em dependência do Pai, como nós. Mas ao mesmo tempo ele nunca deixou de ser Deus.

E então citei João 3.13, quando Jesus disse a Nicodemos: “Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do Homem, que está no céu.” Como assim? O Filho do Homem que desceu, mas que está no céu? Eles não responderam nada, Geraldo. Simplesmente passaram por cima.

Quando um deles perguntou: “Mas a Bíblia não diz que Jesus afirmou que o Pai é maior do que Ele?” Eu entrei diretamente na questão da encarnação. Filipenses 2 diz que ele se humilhou a si mesmo: ele era em forma de Deus — ou seja, possuía a essência divina, era Deus —, mas tomou a forma de servo, forma de ser humano, e foi obediente até a morte na cruz (Fp 2.6–8). Como ser humano, como servo, ele se humilhou. Hebreus chega a dizer que ele foi, por um breve período, feito um pouco menor do que os anjos (Hb 2.9). Nessa posição de humilhação, na qual ele se encontrava aqui na terra, ele disse que o Pai é maior do que ele. Sim — em posição. Eu dei um exemplo: posso trabalhar na sua empresa, você pode ser o dono, meu chefe — em posição você é maior do que eu. Mas isso nunca significa que você vale mais do que eu como ser humano.

Agora, quando Hebreus compara Jesus aos anjos, não diz que ele é “maior” do que os anjos no sentido de uma superioridade de grau — diz que ele é muito mais excelente, que ele é superior a eles em natureza e em pessoa, pois foi por meio dele que os anjos foram criados (Hb 1.4–5). E o capítulo 2 afirma que a nenhum anjo Deus constituiu herdeiro de todas as coisas (Hb 1.2). Por isso também mencionei: portanto, Jesus não pode ser o arcanjo Miguel.

Voltando à questão da Trindade — porque eles trouxeram o argumento de que isso seria paganismo, que os babilônios tinham uma trindade pagã. Eu disse: isso não tem nada a ver. Os pagãos tinham muitos deuses. Há até coincidências superficiais em algumas culturas antigas, mas o que nós afirmamos é completamente diferente: há um só Deus, eternamente existente em três pessoas distintas. Isso se vê claramente na Escritura. O Pai não é o Filho, o Filho não é o Espírito Santo — mas o Pai é 100% Deus, o Filho é 100% Deus, o Espírito Santo é 100% Deus. São coeternas, coiguais, em plena unidade de essência, propósito e pensamento. Três pessoas, uma só essência divina.

Eu acrescentei: isso é muito significativo, porque a Bíblia diz que Deus, em sua essência, é amor (1 Jo 4.8). Deus é amor. Mas o amor pressupõe relacionamento. Antes mesmo de criar os seres humanos para ter comunhão com eles, Deus já era em si mesmo um relacionamento eterno.

Ele disse: “Mas como assim? Um único ser…” Eu disse: não existe paralelo humano perfeito para isso — você é um ser humano, eu sou um ser humano. Mas Deus é um ser divino. E existe apenas um único ser divino, eternamente existente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo — coeternas, coiguais, partilhando plenamente todos os atributos divinos. Jesus sabe todas as coisas. O próprio Pedro disse: “Senhor, tu sabes todas as coisas” (Jo 21.17).

Não vou detalhar agora todos os trechos do Antigo Testamento que mostrei a eles, que se referem a Jeová e que são aplicados a Jesus no Novo Testamento — pretendo fazer isso em outro momento. Mas quero deixar registrado aqui o último ponto que abordei naquela conversa.

Eu disse a eles: é interessante que justamente o versículo que dá nome à organização de vocês — Isaías 43.10 — é um dos que mais demonstram o que estou dizendo. Abram em Isaías 43.10. Quem é esse SENHOR? É Jeová. “Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo a quem escolhi, para que o saibais e me creiais e entendais que eu sou o mesmo; antes de mim nenhum Deus se formou, e depois de mim nenhum haverá.” Portanto, se “antes de mim nenhum Deus se formou e depois de mim nenhum haverá” — Jesus não pode ser um deus menor, um deus secundário.

E então: Jesus, em João 8.58, estava conversando com os fariseus e disse: “Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão existisse, eu sou.” No grego: ego eimi — Eu Sou. Quando Deus se revelou a Moisés na sarça ardente, disse: “EU SOU O QUE SOU” (Ex 3.14). Essa é a mesma expressão. Os testemunhos de Jeová traduzem esse versículo de forma incorreta — inventaram um tempo verbal que não existe no grego para transformar a frase em algo como “eu tenho existido”. Esse tempo verbal simplesmente não existe no grego. O que Jesus disse foi: “Antes que Abraão existisse, eu sou.” E os judeus imediatamente pegaram pedras para atirar nele (Jo 8.59). Por quê? Porque entenderam exatamente o que ele estava dizendo. Ele estava usando o nome de Deus para si mesmo.

E foi este versículo que citei diretamente a eles: Jo 8.24 — “Por isso vos digo que morrereis em vossos pecados; porque, se não credes que eu sou, morrereis em vossos pecados.” Se não credes que Eu Sou — vocês não têm perdão dos pecados. E então citei também João 13.19, onde Jesus, antecipando a traição de Judas, diz: “Digo-vos agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que eu sou.” Jesus estava falando com seus discípulos antes de partir para a cruz. No versículo 19 ele disse: “Digo-vos agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que eu sou” (Jo 13.19). Ele havia anunciado que Judas o trairia e que seria levado à crucificação. E disse: estou contando tudo isso antes que aconteça, para que quando acontecer, vocês creiam que Eu Sou. É exatamente a mesma frase de Isaías 43.10: “para que… me creiais e entendais que eu sou o mesmo.” No grego, a expressão é ego eimi — Eu Sou — a mesma frase, a mesma construção: para que creiais que eu sou.

E foi com isso que encerrei a conversa com eles: a Bíblia diz, nas palavras do próprio Jesus, “se não credes que eu sou, morrereis em vossos pecados” (Jo 8.24).

Salmo 102, Jeová Criou o Mundo Sozinho, Invocar o Nome de Jeová


Então, só queria registrar esses pensamentos enquanto ainda estavam frescos, porque ainda não tínhamos falado sobre os testemunhos de Jeová aqui. Em algum momento vou apresentar com mais detalhe os trechos do Antigo Testamento que mostrei a eles, e como são citados no Novo Testamento referindo-se a Cristo.

Um dos exemplos foi o seguinte: primeiro li o Salmo 102, que fala de Jeová — que ele nunca muda, que criou todas as coisas. Eles concordaram. Certo. Então fomos a Hebreus 1, no final do capítulo, onde lemos que o mesmo trecho — “Tu és o mesmo… tu no princípio, Senhor, fundaste a terra” (Sl 102.25–27; Hb 1.10–12) — é aplicado ao Filho. O que o Salmo 102 dizia a respeito de Jeová, Hebreus 1 atribui ao Filho.

Aí eles responderam: não, não — foi Jeová quem criou Miguel, e depois Miguel que criou todas as coisas. Eu disse: mas Jeová não declarou que ele criou todas as coisas sozinho? Ele perguntou: onde está escrito isso? Eu disse: não estou lembrando o versículo de cabeça agora, mas vamos achar. E achamos. Isaías 44.24: “Assim diz o Senhor, teu Redentor, que te formou desde o ventre: Eu, o Senhor, faço todas as coisas; só eu estendi os céus e sozinho estendi a terra.” Sozinho. Eles nunca tinham visto esse versículo. O irmão Geraldo viu a reação deles — travaram de novo. E mudaram de assunto. Sem resposta.


Ficou claro para mim, irmãos, que você precisa estar muito bem preparado. Mas devo dizer: eu não estava com medo por mim mesmo. Se em algum momento eles tivessem apresentado um versículo para o qual eu não tivesse resposta imediata, eu simplesmente diria: deixa eu estudar direito e a gente conversa depois. O que me preocupava era estar na frente do Geraldo e da Suzana — não queria ficar perdido diante deles. Mas fui percebendo: estou aqui conversando com dois anciãos — os líderes da organização deles. E os argumentos que eles apresentavam eram os argumentos padrão.

O irmão Vailson me contou que já enfrentou isso dentro da própria casa de sua irmã. Eles trouxeram tantos argumentos, mas não conseguiram convencê-lo de nada. Chegaram até a marcar um ancião para confrontá-lo. E ele foi. O ancião veio com os argumentos da organização, e o irmão Vailson respondeu a cada um com a Palavra de Deus. No final, o próprio ancião reconheceu: “Vocês têm a verdade, mas não a praticam. Se nós temos a mentira…. a praticamos.” Ele perguntou: em que sentido? O ancião respondeu: “Se vocês têm a verdade, por que não fazem como nós — evangelizando? Por que não cumprem o Ide?” E isso, irmãos, é uma crítica que dói, porque tem um fundo de verdade. Nós muitas vezes guardamos a verdade para nós mesmos. E há muitas pessoas sendo arrastadas por essa seita justamente porque não leem a Bíblia, porque as igrejas ao redor não ensinam a Palavra, não têm escola bíblica. Essas pessoas se tornam alvo fácil. Eles não convenceram o irmão Vailson, porque ele conhece as Escrituras. Mas há um ditado que é verdadeiro: eles fazem pela mentira o que os crentes não fazem pela verdade.

Passam 10 a 12 horas por mês na rua, do jeito deles — para ganhar a salvação por horas cumpridas, tentando se provar dignos. Nós somos para eles “a grande Babilônia.” Estão tentando “despojar” nossas riquezas (Êx 12:35-36). Mas nós, irmãos — nós temos o Evangelho. Temos as boas novas. Sejamos mais ousados. Não por obrigação, não por medo, mas por amor. A Bíblia fala de uma fé que é motivada pelo amor (Gl 5.6). Amém.


Deixa eu acrescentar mais um ponto. Durante a conversa, um dos anciãos citou Joel 2.32: “E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo” — e ele frisou: “Senhor” aqui é Jeová, com todas as letras maiúsculas. Eu ouvi e arquivei. Mais adiante na conversa eu disse: é muito interessante que o senhor tenha citado Joel 2.32 — “todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo” — porque o apóstolo Paulo, em Romanos 10.13, cita exatamente esse versículo e o aplica ao Senhor Jesus Cristo. Ele é o Senhor a quem invocamos. E 1 Coríntios 1.2 fala de nós, os salvos, “como também de todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo.” Ele é esse Jeová a quem invocamos para a salvação. Amém.


Como é bom conhecer a Cristo. Irmãos, ao conversar com essa seita, fiquei profundamente triste. Eles seguem regras. Seguem uma organização. Têm muito medo dessa organização. Mas em nenhum momento — em nenhum momento — eles mencionaram ter um relacionamento pessoal com Jesus Cristo. Eles simplesmente não conhecem Jesus Cristo — Deus encarnado, nosso Salvador. Só Jeová é Salvador, diz a Bíblia. E esse Jeová, nosso único Senhor, é o mesmo que nos chamou de amigos (Jo 15.14–15). A Bíblia diz que quem o conhece tem a vida eterna (Jo 17.3). Você conhece Jesus? Romanos 8.9 diz que quem não tem o Espírito de Cristo não lhe pertence. Graças a Deus, nós lhe pertencemos.

Infelizmente, na teologia dos testemunhos de Jeová, somente os 144 mil — que é um assunto à parte, que não entramos hoje — têm acesso ao céu. E esse grupo já está, segundo eles, encerrado há muito tempo. Apenas esses 144 mil fazem parte da nova aliança. Apenas eles nascem de novo. Apenas eles participam da Ceia do Senhor. Todo ano, na época da Páscoa, os testemunhos de Jeová convidam pessoas para uma celebração — e passam o pão e o cálice, e ninguém toma. Somente os 144 mil tomariam. E esses 144 mil deveriam ser da geração de 1914 — a geração que veria a batalha de Armagedom. Isso não aconteceu. Se ainda houvesse algum deles vivo, teria mais de cem anos.

Nem vou entrar hoje nas falsas profecias deles — foram muitas. Profetizaram que Jesus voltaria em 1914. Não voltou. Deram outras datas depois. Não se cumpriu nenhuma. Em 1923 — se não me engano a data — construíram uma casa para Abraão, Isaque e Jacó habitarem quando fossem ressuscitados. Ninguém apareceu. Quem morou na casa foi o sucessor de Russell, o Juiz Rutherford. Falsas profecias, uma atrás da outra. Em 1975, cerca de um milhão de pessoas deixaram a organização ao perceberem que as profecias não se cumpriram e que a doutrina estava sendo alterada.

E mesmo assim, ainda aparecem alguns dizendo que são dos 144 mil. É mentira. Eles teriam bem mais que 100 anos hoje. É falsa profecia. E a grande maioria das Testemunhas de Jeová nem toma a Ceia do Senhor. Que triste. Como é bom conhecer a Cristo. Como é bom participar desta nova aliança. Amém.

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Mateus 25:31–32 está falando da volta de Cristo. As Testemunhas de Jeová dizem que, em 1914, Jesus voltou. Mas Ele não voltou. Isso foi mentira. Foi uma falsa profecia. Então, passaram alguns anos e disseram: “Não, vai ser em 1918.” Mas Ele também não voltou. Depois marcaram outra data, e Ele não voltou. Então disseram: “Não, Ele voltou espiritualmente.” Só que, se você conhece a sua Bíblia, sabe que a Bíblia diz que Ele voltará visivelmente, e todo olho o verá. Então isso é uma grande mentira, uma negação das Escrituras. Aliás, Jesus disse que, se alguém disser que o Cristo está no deserto, não devemos acreditar; se disserem que Ele está no interior da casa, não devemos acreditar. E, poderíamos aplicar assim: se alguém disser que Ele está lá em Nova York, na Torre de Vigia, não acredite. Jesus não disse exatamente essas palavras, mas é essa a ideia. Jesus não voltará secretamente para que você precise ir atrás de uma organização. A Sua volta será visível para o mundo. Todo olho O verá. Então, o que eles estão fazendo é exatamente aquilo sobre o qual Jesus nos avisou: pessoas dizendo que Cristo voltou secretamente e está com a organização delas. Falso. Jesus já nos alertou sobre isso. A volta dEle será visível.


Versículos que Mostram que Jesus É Jeová

No dia seguinte à conversa mencionada no estudo acima, o Pr. Tim enviou a seguinte mensagem para um dos anciãos:

Olá, J_______. Tudo bem?

Obrigado por sua mensagem. Espero que você tenha tido um bom fim de semana.

Como eu disse na nossa conversa, achei vocês pessoas agradáveis e respeitosas, e espero ter demonstrado o mesmo da minha parte.

Quanto à ideia de visitar o museu da Bíblia, sinceramente acredito que não teria muito propósito neste momento. Já tivemos uma conversa longa e produtiva, e creio que os pontos principais já foram colocados.

O que eu realmente gostaria que você verificasse com atenção é o seguinte: existe algum manuscrito grego do Novo Testamento que contenha o nome “Jeová”? Até onde sei, não existe nenhuma comprovação histórica disso.

E isso, para nós, não é um problema. Nós amamos os nomes de Deus, inclusive o nome “Jeová”, que vem do tetragrama hebraico (YHWH). Como você sabe, os judeus tinham tanto temor de pronunciar esse nome em vão que, com o tempo, a pronúncia original acabou se perdendo. Muitas vezes, eles substituíam por “Adonai” (Senhor).

Nas nossas Bíblias, o nome aparece no Antigo Testamento, e também é comum ver “SENHOR” em letras maiúsculas indicando o tetragrama. Assim, podemos ler como Senhor, Jeová ou Yahweh.

Mas no Novo Testamento, os escritores não usaram o nome “Jeová”. Eles seguiram o uso do grego “Senhor” (Kyrios). Porém, isso não significa perda alguma – pelo contrário.

Como procurei mostrar, vários textos do Antigo Testamento que falam claramente de Jeová são aplicados diretamente a Jesus Cristo no Novo Testamento. Por exemplo:

  • Joel 2:32 → Romanos 10:13; 1 Coríntios 1:2 (invocar o nome de Jeová aplicado a Jesus)
  • Isaías 44:6 → Apocalipse 22:12-13 (o Primeiro e o Último)
  • Isaías 45:23 → Filipenses 2:10-11 (todo joelho se dobrará)
  • Salmo 102:25-27 → Hebreus 1:10-12 (Jeová como Criador eterno aplicado ao Filho)
  • Isaías 6:1-10 → João 12:37-41 (Isaías viu a glória de Jeová – João diz que era a glória de Cristo)
  • Malaquias 3:1 / Isaías 40:3 → Mateus 3:3 (preparar o caminho de Jeová – aplicado à vinda de Jesus)
  • Malaquias 3:6 → Hebreus 13:8 (Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente – atributo divino de imutabilidade)

Ou seja, o próprio Novo Testamento identifica Jesus com o Senhor do Antigo Testamento.

Além disso, há outro ponto muito importante: a expressão “EU SOU”.

Quando Jesus diz:

  • João 8:58 – “Antes que Abraão existisse, EU SOU.”

Ele está usando a expressão grega ego eimi, que corresponde diretamente à revelação de Deus a Moisés em Êxodo 3:14 – “EU SOU O QUE SOU”.

E Ele também diz:

  • João 8:24 – “se não crerdes que EU SOU, morrereis em vossos pecados.”

E há ainda um detalhe muito significativo:

  • João 13:19 – “desde já vo-lo digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU.”

Aqui Jesus usa novamente a expressão ego eimi, ecoando diretamente Isaías 43:10:

  • Isaías 43:10 – “Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor… para que o saibais, e me creiais, e entendais que EU SOU.”

Ou seja, a linguagem é a mesma. Jesus está claramente tomando para si a identidade de Jeová revelado no Antigo Testamento.

E é interessante notar: em Isaías, Jeová chama o Seu povo de “testemunhas”. Da mesma forma, Jesus também chama os seus seguidores para serem Suas testemunhas.

Portanto, vemos claramente que Jesus se identifica com o mesmo Deus que se revelou a Moisés.

Assim, para nós, nada se perdeu. Pelo contrário, foi plenamente revelado. Jesus não é apenas enviado por Deus – Ele participa da própria identidade divina.

E, como diz a Palavra:

Atos 4:12 – “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

Mais uma vez, agradeço pela conversa respeitosa que tivemos. Continuo desejando que todos nós sigamos a verdade para adorarmos a Deus em espírito e em verdade.

Tenha uma ótima semana. Que Deus ilumine o seu coração na busca da verdade.

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Só queria acrescentar um último ponto:

A nossa confiança, portanto, está somente em Jesus Cristo – o Verbo que se fez carne – o próprio SENHOR revelado nas Escrituras – que morreu por nossos pecados na cruz e ressuscitou. Crer nEle, no que Ele fez por nós, é a única maneira de sermos salvos.

Porque a própria Escritura afirma:

  • Isaías 43:11 – “Eu sou Jeová, e além de mim não há salvador.” (Tradução do Novo Mundo)

E, ao mesmo tempo:

  • Lucas 2:11 – “…vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor”
  • Tito 2:13 – “…nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo”

Portanto, Jesus é o Salvador que o próprio Deus prometeu.


Guia Rápido — Testemunhas de Jeová: Doutrinas Falsas e Bíblicas

PARTE 1 — DOUTRINAS FALSAS DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

1. Jesus não é Deus — ele é o anjo Miguel

TJ ensinam que Jesus era o anjo Miguel, um ser criado, e nunca é igual ao Pai. A Trindade é rejeitada como paganismo babilônico.

Versículos que eles usam: Jd 9 (Miguel disputa o corpo de Moisés = Jesus?) e 1 Ts 4.16 (“a voz do arcanjo” = Jesus é arcanjo?).

  • Jo 1.1,14 — “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… e o Verbo se fez carne.”
  • Jo 5.23 — “Para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou.” — a mesma honra devida ao Pai é devida ao Filho; um anjo jamais poderia recebê-la (cf. Ap 22.8–9).
  • Jo 8.58 — “Antes que Abraão existisse, EU SOU” — usando o nome divino de Êx 3.14. Os judeus pegaram pedras imediatamente.
  • Jo 20.28 — Tomé disse a Jesus: “Senhor meu, e Deus meu!” — Jesus aceitou a adoração sem correção.
  • Cl 1.15–17 — “O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas… Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.” — o Criador não pode ser criatura.*

    * “Primogênito” (prōtotokos) indica preeminência e soberania, não origem cronológica. Se Jesus fosse o “primeiro criado” (o que vai contra o próprio contexto, pois ele é o agente pelo qual todas as coisas foram criadas — inclusive ele mesmo, o que seria absurdo), então a palavra usada seria prōtoktistos (“primeiro criado”), e não prōtotokos (“primogênito”).
    Na cultura hebraica, “primogênito” era um título de honra e posição, referindo-se ao herdeiro supremo (cf. Sl 89.27 — “Também o farei meu primogênito, mais elevado do que os reis da terra”, onde Deus chama Davi de “primogênito” sem que ele fosse o filho mais velho). Esse uso também aparece em Êx 4.22 — “Israel é meu filho, meu primogênito”; Jr 31.9 — “Efraim é o meu primogênito”; Hb 12.23 — “igreja dos primogênitos”; Rm 8.29 — “o primogênito entre muitos irmãos”; e Cl 1.18 — “o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência”.
    Assim, o título declara que Cristo é o Soberano sobre toda a criação, e não parte dela.

  • Cl 2.9 — “Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.”
  • Is 9.6 — “Seu nome será… Deus Forte” — o mesmo título usado para Jeová em Is 10.21.
  • Hb 1.4–8 — A nenhum anjo Deus disse: “Tu és meu Filho.” Ao Filho disse: “Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos” — Deus chama o Filho de Deus.
  • Hb 1.2 — “A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” — o Filho é o agente da criação, não uma criatura.

2. Não existe a Trindade

TJ afirmam que a Trindade é uma invenção pagã e que Deus é apenas uma pessoa: o Pai (Jeová). O Espírito Santo é tratado como uma força ativa, não uma pessoa.

  • Gn 1.26 — “Façamos o homem à nossa imagem” — plural, mas “à nossa imagem” — singular.
  • Gn 19.24 — “Jeová fez chover de Jeová dos céus fogo sobre Sodoma” — duas pessoas chamadas Jeová no mesmo versículo.
  • Pv 30.4 — “Qual o nome dele e o nome de seu Filho?” — Pai e Filho no AT.
  • Mt 3.16–17 — No batismo: o Pai fala do céu, o Filho é batizado, o Espírito desce como pomba — três pessoas distintas e simultâneas.
  • Mt 28.19 — “…em nome [singular] do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”
  • Jo 10.30 — “Eu e o Pai somos um.”
  • 2 Co 13.14 — A bênção apostólica une as três pessoas em plena igualdade.
  • 1 Jo 4.8 — “Deus é amor” — o amor eterno pressupõe relacionamento eterno entre as pessoas da Trindade.

3. Jesus não é o Jeová do Antigo Testamento

TJ inserem “Jeová” no NT onde o grego diz “Senhor”, criando uma distinção artificial. Também usam 1 Co 15.28 para argumentar subordinação ontológica permanente.

Versículos que eles usam: 1 Co 15.28 — “então o próprio Filho se sujeitará àquele que lhe sujeitou tudo.” Resposta: contexto é o fim do milênio; é sujeição de função, não inferioridade de essência — o mesmo Filho que “será tudo em todos.”

  • Rm 10.13 + Jl 2.32 — “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” — Joel: Jeová; Paulo aplica diretamente a Jesus.
  • 1 Co 1.2 — “…todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo.”
  • Sl 102.25–27 / Hb 1.10–12 — O salmo descreve Jeová como Criador eterno; Hebreus 1 aplica o mesmo texto ao Filho.
  • Is 43.10 — “Antes de mim nenhum Deus se formou, e depois de mim nenhum haverá” — Jesus não pode ser um deus secundário.
  • Rm 14.7–9 — “Se vivemos, vivemos para o Senhor… porque para isso Cristo morreu… para ser Senhor de todos” — o grego diz Kyrios, não Jeová.
  • At 20.28 — “…a congregação de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue” — Deus comprou com seu próprio sangue.

4. Não houve ressurreição corporal de Jesus

TJ ensinam que o corpo de Jesus se desintegrou no túmulo e que ele ressurgiu apenas como espírito, aparecendo em formas variadas.

  • Jo 2.19,21 — “Destruí este templo, e em três dias o levantarei… Mas ele falava do templo do seu corpo.”
  • Lc 24.39 — “Apalpai-me e vede, porque um espírito não tem carne e ossos como vós vedes que eu tenho.”
  • Jo 20.27 — Jesus disse a Tomé: “Coloca o teu dedo aqui e vê as minhas mãos…” — corpo físico glorificado, verificável.
  • 1 Co 15.3–4,17 — “Cristo morreu… foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia… se Cristo não ressuscitou, a vossa fé é vã.”

5. O ser humano não tem alma nem espírito — somente um corpo

TJ ensinam aniquilacionismo: você é apenas matéria. Na morte, deixa de existir completamente até uma possível ressurreição futura. Não há estado intermediário consciente.

  • Gn 2.7 — “O Senhor Deus formou o homem do pó e soprou o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.”
  • Ec 12.7 — “O pó volte à terra, e o espírito volte a Deus que o deu” — distinção clara entre corpo e espírito.
  • Mt 10.28 — “Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma.”
  • Lc 23.46 — “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” — Jesus distingue seu espírito do seu corpo.
  • 2 Co 5.8 — “Preferimos antes estar ausentes do corpo e presentes com o Senhor” — estado consciente intermediário.
  • Lc 16.22–23 — O rico e Lázaro — estados conscientes e distintos imediatamente após a morte.

6. Salvação por obras — sem certeza da salvação

TJ ensinam que a morte de Cristo removeu apenas a condenação adâmica, dando a todos uma chance. A salvação individual exige aceitar os ensinos da organização, provar-se fiel, e cumprir horas de pregação. Ninguém tem certeza da salvação.

  • Ef 2.8–9 — “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.”
  • Tt 3.5 — “Ele nos salvou, não por obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia.”
  • Jo 5.24 — “Quem ouve a minha palavra e crê… tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.”
  • 1 Jo 5.13 — “Estas coisas vos escrevi, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna” — certeza da salvação é possível e esperada.
  • Rm 8.38–39 — “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida… nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus.”

7. Somente 144.000 fazem parte da Nova Aliança — Jesus não é Mediador dos demais

TJ ensinam que apenas 144.000 nascem de novo, têm Jesus como Mediador, participam da Nova Aliança e tomam a Ceia. Os demais buscam vida num paraíso terrestre.

Versículos que eles usam: Jo 10.16 — “tenho outras ovelhas que não são deste aprisco” — TJ usam isso para criar duas classes de salvos.

  • Jo 10.16 — As “outras ovelhas” são os gentios sendo trazidos ao mesmo rebanho — “e haverá um rebanho e um Pastor.” Uma classe, não duas.
  • Jo 3.3 — “aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” — dito a todos, sem exceção.
  • Hb 9.15 — “Ele é o Mediador do novo testamento… os chamados recebam a promessa da herança eterna” — Jesus é Mediador para todos os chamados.
  • 1 Co 11.24–26 — “Fazei isso em memória de mim” — o mandamento da Ceia é dado a todos os crentes.
  • Ap 7.4–8 — Os 144.000 são listados como 12.000 de cada tribo de Israel — não um grupo espiritual fechado da organização.
  • Lc 22.20 — “Este cálice é o novo testamento no meu sangue” — todos os que bebem participam da aliança.

8. “Jeová” aparece no texto grego original do Novo Testamento

TJ afirmam que copistas cristãos removeram o nome “Jeová” do NT. A organização reinseriu o nome em 237 lugares da Tradução do Novo Mundo, sem nenhum suporte manuscrito.

  • Fato textual — Não existe nenhum manuscrito grego do NT — de nenhuma família textual — que contenha a palavra “Jeová”. São milhares de manuscritos, alguns do séc. II e III.
  • Fato textual — Nem os textos críticos nem o Textus Receptus contêm essa palavra no NT. A inserção é exclusiva da organização TJ.
  • Ap 22.18–19 — “Se alguém acrescentar alguma coisa… Deus lhe acrescentará as pragas.”
  • Dt 4.2 — “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela.”

9. A organização da Torre de Vigia é profeta de Deus

TJ tratam o Corpo Governante como o “escravo fiel e prudente” de Mt 24.45, com autoridade exclusiva para interpretar as Escrituras. Mas a organização tem um longo histórico de falsas profecias.

  • Fato histórico — Profetizaram o retorno de Cristo para 1914. Depois: 1915, 1918, 1925, 1975. Nenhuma se cumpriu.
  • Fato histórico — Em 1925, construíram a casa “Beth-Sarim” em San Diego para Abraão, Isaque e Jacó. O juiz Rutherford morou lá até sua morte em 1942.
  • Fato histórico — Em 1975, cerca de 1 milhão de pessoas deixaram a organização ao perceberem que as profecias não se cumpriram.
  • Dt 18.20–22 — “Se o profeta falar em nome do Senhor, e a palavra não se cumprir… é palavra que o Senhor não falou; não o temas.”
  • Mt 24.45–46 — O próprio versículo que eles usam exige fidelidade e acerto — um servo que erra repetidamente não é “fiel e prudente.”
  • Jr 23.16 — “Não ouçais as palavras dos profetas que vos profetizam; eles vos iludem.”

10. Somente a organização pode interpretar a Bíblia — literatura externa é proibida

TJ são proibidos de ler material não aprovado pela organização, pesquisar na internet, ou estudar a Bíblia sem os materiais da Torre de Vigia. Questionar a organização leva à excomunhão e ao isolamento familiar.

  • Is 8.20 — “À lei e ao testemunho! Se não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva” — a Escritura, não uma organização, é o critério final.
  • Gl 1.8 — “Ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.”
  • At 17.11 — Os bereanos “examinavam as Escrituras todos os dias para ver se estas coisas eram assim” — verificar tudo pela Escritura, não aceitar pela autoridade de quem fala.
  • 2 Tm 3.16–17 — “Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar… para que o homem de Deus seja perfeito.”
  • 1 Jo 4.1 — “Não creiais em todo espírito, mas provai os espíritos se são de Deus.”
  • Ap 22.18–19 — Nenhuma organização tem o direito de acrescentar ou tirar da Palavra de Deus.

11. O inferno não existe — os ímpios simplesmente deixam de existir

TJ ensinam aniquilacionismo total: a morte é a punição final dos ímpios. O “fogo eterno” e a “Geena” significam destruição completa, não tormento consciente eterno.

  • Mt 25.46 — “E estes irão para o tormento eterno, e os justos para a vida eterna” — a mesma palavra grega (aiónios) descreve ambos. Se a vida é eterna, o tormento também o é.
  • Ap 20.10 — “E o diabo… foi lançado no lago de fogo e enxofre… e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.”
  • Ap 14.11 — “A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite.”
  • Lc 16.23–24 — O rico no Hades pede água em tormento — estado consciente, não aniquilação.
  • Mc 9.48 — “Onde o seu bicho não morre e o fogo não se apaga” — consciência persistente, não extinção.

12. Transfusões de sangue são proibidas por Deus

TJ proíbem transfusões de sangue com base em textos que proíbem comer sangue — uma aplicação incorreta que já resultou em mortes, inclusive de crianças.

Versículos que eles usam: Gn 9.4, Lv 17.14, At 15.29 — “abster-se do sangue.” TJ aplicam isso a transfusões médicas.

  • Lv 17.11 — “A vida está no sangue” no sentido biológico — não no sentido de que o sangue seja a própria vida (alma), como ensinam as Testemunhas de Jeová.
  • At 15.29 — A proibição de “abster-se do sangue” é alimentar, no contexto do decreto apostólico — não é legislação médica.
  • Mc 2.27 — “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” — a lei serve à vida, não a destrói.
  • Mt 12.11–12 — “Quanto mais vale um homem do que uma ovelha!” — preservar a vida tem precedência sobre aplicações ritualísticas da lei.

13. Jesus não morreu numa cruz — morreu num poste vertical

TJ ensinam que Jesus foi crucificado num poste simples, com as mãos acima da cabeça. A cruz seria símbolo pagão. Isso não é sustentado pela evidência histórica nem textual.

  • Fato histórico — Escritores cristãos do séc. II — Justino Mártir e Tertuliano — descrevem claramente uma cruz transversal. A evidência histórica romana confirma o mesmo.
  • Jo 20.25 — “…se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos” — pregos separados nas mãos sugerem braços estendidos, consistente com a cruz.
  • Jo 21.18 — “Estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá” — referência à crucificação de Pedro, reconhecida universalmente como morte em cruz.

14. A morte de Jesus foi apenas o pagamento de um resgate equivalente — não uma expiação infinita

TJ ensinam que a morte de Cristo foi uma troca simétrica: uma vida humana perfeita (Jesus) em substituição a uma vida humana perfeita perdida (Adão). O propósito seria desfazer apenas a condenação adâmica, dando a todos uma chance de ganhar vida eterna por méritos próprios. A morte de Cristo não seria expiação plena do pecado, mas o pagamento de uma dívida matemática à justiça.

Versículos que eles usam: Mt 20.28 — “dar a sua vida em resgate por muitos” — interpretado como equivalência estrita, vida por vida. 1 Tm 2.6 — “a si mesmo em resgate por todos” — tratado como substituição adâmica, não expiação vicária plena.

  • Rm 5.15–17 — “Se pela queda de um só morreram muitos, muito mais a graça de Deus… abundou para muitos… pois muito mais os que recebem a abundância da graça… reinarão em vida por um único, Jesus Cristo.” — Paulo afirma que o dom em Cristo excede em muito o que Adão perdeu. Uma mera equivalência matemática contradiz diretamente esse argumento.
  • Is 53.5–6 — “Ele foi ferido pelas nossas transgressões, moído pelas nossas iniquidades… e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.” — Não é apenas a dívida de Adão; é a iniquidade de todos que recai sobre o Servo sofredor.
  • 1 Pe 3.18 — “Cristo morreu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para nos aproximar de Deus.” — O propósito não é apenas desfazer Adão, mas aproximar o pecador de Deus — linguagem de reconciliação pessoal, não de ajuste contábil.
  • 2 Co 5.21 — “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.” — Imputação bidirecional: nosso pecado imputado a Cristo, a justiça de Deus imputada a nós. Uma simples troca adâmica não explica essa dimensão.
  • Hb 9.12,14 — “Pelo seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo obtido eterna redenção… quanto mais o sangue de Cristo… purificará a vossa consciência das obras mortas.” — A redenção é eterna e purifica a consciência — efeito interno e definitivo, não apenas remoção de condenação hereditária.
  • Jo 1.29 — “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” — O pecado do mundo em toda a sua extensão, não apenas a herança adâmica.

15. O Espírito Santo é uma força ativa, não uma pessoa

TJ ensinam que o Espírito Santo é apenas o poder ou força de Deus — não uma pessoa distinta. Por isso negam a Trindade e escrevem “espírito santo” em minúscula.

  • Jo 16.13–14 — “Ele, o Espírito da verdade, vos guiará… porque não falará de si mesmo” — pronome pessoal masculino (ekeinos) para uma palavra neutra (pneuma) — gramática intencional indicando personalidade.
  • At 13.2 — “O Espírito Santo disse: Separai-me Barnabé e Saulo” — o Espírito fala, ordena, age — ações de uma pessoa.
  • At 5.3–4 — “Mentiste ao Espírito Santo… não mentiste aos homens, mas a Deus” — o Espírito Santo é identificado diretamente como Deus.
  • Ef 4.30 — “Não entristeçais o Espírito Santo de Deus” — uma força não pode ser entristecida; somente uma pessoa pode.
  • 1 Co 12.11 — “Um só e o mesmo Espírito… repartindo a cada um como quer” — vontade própria é atributo de pessoa, não de força impessoal.

16. Jesus voltou invisivelmente em 1914 e já reina nos céus

TJ ensinam que a Segunda Vinda já ocorreu — de forma invisível — em 1914, e que a parousia é uma “presença” espiritual, não um retorno visível e corporal.

  • At 1.11 — “Este Jesus… virá do mesmo modo que o vistes subir ao céu” — visível, literal, corporal.
  • Ap 1.7 — “Todo o olho o verá, até os que o traspassaram” — universal, visível, inconfundível.
  • Mt 24.27 — “Assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem” — impossível confundir com evento invisível.
  • Zc 12.10 — “Olharão para mim, a quem traspassaram” — visível, reconhecível, literal.

PARTE 2 — DOUTRINAS BÍBLICAS QUE DEFENDEMOS

T1. Há um só Deus, eternamente existente em três pessoas distintas

O Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus — coeternas, coiguais, em plena unidade de essência, propósito e vontade.

  • Dt 6.4 — “Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.”
  • Is 43.10 — “Antes de mim nenhum Deus se formou, e depois de mim nenhum haverá.”
  • Mt 28.19 — “…em nome [singular] do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”
  • 2 Co 13.14 — A graça, o amor e a comunhão das três pessoas em igualdade plena.
  • 1 Jo 4.8 — “Deus é amor” — o amor eterno pressupõe relacionamento eterno entre as pessoas da Trindade.
  • 1 Jo 5.7 — “Três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo.”

T2. Jesus Cristo é 100% Deus e 100% homem

Na encarnação, o Filho eterno tomou sobre si a natureza humana sem deixar de ser Deus. Como homem, nos representa plenamente; como Deus, seu sacrifício tem valor eterno.

  • Jo 1.1,14 — “O Verbo era Deus… e o Verbo se fez carne.”
  • Cl 2.9 — “Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.”
  • Is 7.14 — “Eis que a virgem conceberá… e chamarão o seu nome Emanuel” — Deus conosco.
  • Is 9.6 — “Um menino nos nasceu… seu nome será… Deus Forte, Pai da Eternidade.”
  • Mq 5.2 — Ele nasceria em Belém, “mas as suas origens são desde a antiguidade, desde os dias da eternidade.”
  • Fp 2.6–8 — “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas fez a si mesmo de nenhuma reputação, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.”
  • Hb 10.14 — “Com uma só oferta aperfeiçoou para sempre os que são santificados.”

T3. A subordinação de Jesus ao Pai é de função, não de natureza

Quando Jesus ora ao Pai, ou diz “o Pai é maior do que eu”, está falando de sua posição humana na encarnação — não de inferioridade ontológica.

  • Jo 14.28 — “O Pai é maior do que eu” — dito enquanto estava na terra, em posição de humilhação voluntária.
  • Fp 2.6–8 — Ele se esvaziou de sua glória por um período, não de sua natureza divina.
  • Jo 3.13 — “O Filho do Homem, que está no céu” — onipresença divina simultânea à encarnação.
  • Hb 1.4 — “Sendo tanto mais excelente do que os anjos” — superior por natureza, não apenas por grau.
  • 1 Co 15.28 — A sujeição final do Filho ao Pai é escatológica e funcional — ocorre “para que Deus seja tudo em todos”, não implica inferioridade de essência.

T4. Jesus é o Jeová do Antigo Testamento revelado no Novo

Textos do AT que descrevem Jeová são aplicados a Jesus no NT. Por isso o nome “Jeová” não aparece no NT — Jesus é esse Senhor.

  • Êx 3.14 — “EU SOU O QUE SOU… dirás: EU SOU me enviou a vós.”
  • Jo 8.24 — “Se não credes que eu sou [ego eimi], morrereis em vossos pecados.”
  • Jo 8.58–59 — “Antes que Abraão existisse, eu sou” — os judeus entenderam e pegaram pedras imediatamente.
  • Jo 13.19 — “Desde agora vo-lo digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que eu sou” — eco direto de Is 43.10.
  • Is 43.10 — “Para que… me creiais e entendais que eu sou o mesmo.”
  • Jl 2.32 / Rm 10.13 — “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” — Joel: Jeová; Paulo: Jesus.

T5. A salvação é pela graça mediante a fé — pessoal e certa

O Evangelho não é um conjunto de regras a cumprir, mas a boa nova de que Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou. Quem crê tem vida eterna — agora, com certeza.

  • 1 Co 15.3–4 — “Cristo morreu pelos nossos pecados… foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia.”
  • Rm 5.8 — “Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”
  • Jo 3.16 — “Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
  • Jo 5.24 — “tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.”
  • 1 Jo 5.13 — “Estas coisas vos escrevi, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna.”
  • Ef 2.8–9 — “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.”

T6. O pecado é contra o Criador eterno e exige um Salvador eterno

A gravidade do pecado é determinada pela grandeza da pessoa contra quem se peca. Pecar contra o Criador eterno tem consequências eternas — e exige uma expiação de valor eterno.

  • Rm 3.23 — “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”
  • Rm 6.23 — “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.”
  • Is 53.6 — “…o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”
  • 1 Jo 2.2 — “Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.”

T7. A Palavra de Deus foi preservada e não deve ser adulterada

Milhares de manuscritos gregos de famílias distintas confirmam o texto do NT. Nenhum contém “Jeová”. Qualquer adição ou subtração é condenada pela própria Escritura.

  • Sl 119.89 — “Para sempre, ó Senhor, a tua palavra está firmada nos céus.”
  • Is 40.8 — “A erva se seca, a flor cai, mas a palavra do nosso Deus permanece para sempre.”
  • Mt 5.18 — “Nem um jota ou um til passará da lei sem que tudo se cumpra.”
  • Ap 22.18–19 — “Se alguém acrescentar… Deus lhe acrescentará as pragas.”
  • 2 Tm 3.16 — “Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar.”

T8. A Segunda Vinda de Cristo será visível, corporal e futura

Cristo voltará pessoalmente, visivelmente e corporalmente — da mesma forma que ascendeu. Todo olho o verá. Não houve retorno invisível em 1914.

  • At 1.9–11 — “Este mesmo Jesus… virá do mesmo modo que o vistes subir ao céu.”
  • Ap 1.7 — “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá.”
  • Mt 24.30 — “E verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e grande glória.”
  • 1 Ts 4.16–17 — “O Senhor mesmo descerá do céu com alarido, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus.”

T9. A expiação de Cristo é plena, suficiente e para todo o mundo

Cristo não morreu apenas para remover a condenação de Adão. Ele morreu pelos pecados de cada pessoa. Sua obra é completa — nada precisa ser acrescentado.

  • Jo 1.29 — “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”
  • 1 Jo 2.2 — “Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.”
  • Is 53.5–6 — “Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”
  • Hb 9.12 — “Tendo obtido eterna redenção” — definitiva, não provisória.
  • Jo 19.30 — “Está consumado” — a obra expiatória está completa.

T10. Todo crente deve estar preparado para defender a fé

Não basta crer — é preciso saber o que se crê e por quê. Quando grupos treinados e organizados chegam à porta, o crente despreparado é vulnerável.

  • 1 Pe 3.15 — “Estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós.”
  • Jd 3 — “Combater pela fé que uma vez foi entregue aos santos.”
  • At 17.11 — Os bereanos “examinavam as Escrituras todos os dias para ver se estas coisas eram assim.”
  • 2 Tm 2.15 — “Procura apresentar-te a Deus aprovado… que maneja bem a palavra da verdade.”
  • Tt 1.9 — O ancião deve ser “fiel à palavra tal como foi ensinada, para que seja capaz tanto de exortar na sã doutrina como de refutar os que a contradizem.”

Bíblia: Almeida Corrigida Fiel (ACF) | Igreja Batista Emanuel | Pastor Tim Barrett

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